Ao longo da sua trajetória, a Vila Céu do Mapiá, hoje com 36 anos de existência, passou por diferentes fases de organização, com alguns marcos significativos.

Durante e após a fase “pioneira”, de construção da infraestrutura básica e acordos informais, houve a constituição das principais organizações que hoje atuam na Vila, na gestão e operacionalização dos processos comunitários e na criação e implementação de projetos. A Igreja (ICEFLU), Associação de Moradores (AMVCM), cooperativa local (Cooperar), Instituto de Desenvolvimento Ambiental (IDARIS), Escola, Santa Casa, Centro Medicina da Floresta, Casa de Ofícios são algumas das instituições estabelecidas no Mapiá, que trabalham em conjunto para melhorar a qualidade de vida e a sustentabilidade comunitária.

Articuladas com estas organizações, há também as diversas frentes de ação ou setores comunitários que cuidam de áreas estratégicas para uma boa qualidade de vida na floresta, tais quais educação, saúde, produção de alimentos, justiça comunitária, entre outros.

Em 2004, a Vila Céu do Mapiá concluiu seu Plano de Desenvolvimento Comunitário (PDC), através de um processo participativo que resultou no fortalecimento da visão e missão da comunidade, na organização de grupos de ação em áreas estratégicas, e na formação do Grupo de Trabalho Interinstitucional (GTI) – a principal instância deliberativa comunitária, com representações das diferentes organizações atuantes na Vila. Este processo foi realizado com o apoio da WWF, do Instituto Nawa e do Centro dos Trabalhadores da Amazônia – CTA. Em 2009, foi finalizado o processo de construção do Plano de Manejo da Floresta Nacional do Purus, documento técnico mediante o qual se estabelece o zoneamento e as normas que devem presidir o uso da área e o manejo dos recursos naturais, bem como a implantação das estruturas físicas necessárias à gestão da FLONA.

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